"Homem-Aranha" pode ter atacado 12 mulheres em SP

(Notícias, Terra, 22 de novembro de 2005)

A polícia de Franca, no interior de São Paulo, suspeita que o homem preso na última sexta-feira conhecido como "Homem-Aranha" possa ter atacado pelo menos 12 mulheres na cidade. Evanildo Domingos foi detido em Caldas Novas (GO) e está preso na cadeia de Itirapuã.

Estuprador que escalava paredes é preso

O delegado Wanir José da Silveira Júnior, responsável pelo caso, afirmou que pelo menos quatro ataques cometidos por Domingos já foram comprovados. "O material colhido com as vítimas foi confrontado com o DNA do suspeito e o resultado não deixou dúvidas da autoria", disse à EPTV. Segundo o delegado, o suspeito teria citado, informalmente, outros sete casos.

O suspeito estava sendo investigado desde setembro, por ataques cometidos contra mulheres nos últimos cinco anos. O apelido de "Homem-Aranha" surgiu porque, de acordo com a polícia, Domingos escalava prédios até o quarto andar para violentar as vítimas.

SEXTILHAS enviadas pelos leitores:

JOSÉ DE CASTRO (RN)

Os heróis de hoje em dia
Já não tem nenhum pudor
Vejam só o Homem Aranha
Deixa só teia de dor
Lá em Franca escala prédio
E virou estuprador.

É uma notícia triste
Que só traz desolação
Ver o Aranha em São Paulo
Fazer tal depravação
Violência com mulheres
Faz doer o coração.

Esse monstro é goiano
E seu nome é Evanildo
Deixou de ser um herói
E agora é um bandido
Do Homem Aranha o que restou
Foi apenas o apelido.


O homem aranha brasileiro, por

CÂNDIDO TERTULIANO (PB)

O que eu vi no jornal
Vejam que coisa medonha
Lá na cidade de Franca
Pois um tal homem aranha
Cabra de lá do lugar
Não passa dum sem vergonha

Mais que coisa absurda
Resolveram publicar
Imaginem que o danado
Teve até que se atrepar
Esse sujeito tarado
Para poder estuprar

Dizem que já mais de doze
Ele já passou para cá
O seu nome é Evanildo
E nem sei no que vai dar
Acho que vai morrer teso
Sem ter mais quem agarrar

Imaginem que o danado
Subia pela parede
Escalando altos prédios
E usava uma rede
Pra poder se segurar
E matar a sua sede

Ele agora na gaiola
O negócio vai mudar
E que vai virar moiçola
Pros colegas que lá há
Ver o que é bom pra tosse
Quando a fala afinar


O FIM DO HOMEM ARANHA - Graco Medeiros (PE)

Triste do Homem Aranha
Como é besta e faz lambança
Subindo pelas paredes
Ele quase não alcança,
No tempo de Rapunzel
Era só subir na trança.

Pra fazer a comilança
Sem apanhar da polícia
Pegava nega dormindo
Fazia muita carícia
Ela acordava assustada
Mas achava uma delícia.

Agora lá na cadeia
Com certeza ele apanha
Pois na falta de mulher
Vagabundo arreganha
No papel de Super Boy
Eis o fim do Homem Aranha!


Dilsom Barros (PB)

Homem-aranha ganha grades de aço

O safado subiu prédio,
A cara lisa de manha;
Estuprou a pobrezinha,
Mas na prisão ele ganha
Os presos vão esfolar
A rede do homem-aranha

Chico Parafuso logo
Vai desmanchar toda teia
Os outros cabras na fila
No corredor da cadeia:
Sai da frente porque chegou
A vez de meter-lhe a peia


MESSINA PALMEIRA (PB)

No Estado de São Paulo
Tem até um Homem-Aranha
Diferente do original
É um grande sem-vergonha
Vive violentando mulher
Se encontrado, apanha

Escalando vários prédios
Sua presa é a mulher
Nunca enfrenta um homem
Já mostra que é ralé
Se quer sexo, não se acanhe
Vá morar num cabaré

Homem-Aranha de São Paulo
Venha prá Paraíba morar
Sua raça aqui se lasca
E vai logo se acabar
Venha pra cá seu safado
O cemitério é seu lar.


José Pedrosa (RN)

O HOMEM-ARANHA NÃO MAIS ARRANHA

Para se escalar um prédio
ou subir em um telhado
precisa ter boa técnica
ou ser ou pouco arrojado
mas do seu comportamento
não pode ser descuidado.

O que não pode ocorrer,
nem na casa de Pantanha,
é um sujeito safado,
um tal de Homem-Aranha,
estuprar sem piedade
e se gabar da façanha.

No dia que esse nojento
vier aqui pro sertão
ele terá que escalar
xique-xique com a mão
e depois sentar no colo
de um burro garanhão.


Este blog é dedicado a
LEANDRO GOMES DE BARROS
(1865-1918)
no 140. aniversário do seu nascimento.
19 de novembro de 2005

Poeta como Leandro
Inda o Brasil não criou
Por ser um dos escritores
Que mais livros registrou
Canções, não se sabe quantas
Foram seiscentas e tantas
As obras que publicou

No dia de sua morte
O céu mostrou-se azulado
No visual horizonte
Um círculo subdourado
Amostrava no poente
Que o poeta eminente
Já havia se transportado

João Martins de Athayde