EDILSON
AMORIM (PB)
Muita gente cultiva a
ciência
De que deve ser logo
decretado,
Um costume da China adotado
– O suplício final e sem
clemência
Pra quem vive de roubo, sem
decência,
Deixar livre de furto a
nação,
Com governo, mas sem
corrupção;
– Em boa hora o fato é
lembrado:
Lá na China corrupto é
fuzilado
E a família ainda paga a
munição.
Mas será que a morte do
corrupto
Elimina o susto de um povo?
Ou a punição fatal carrega o
ovo
Da serpente tenaz e,
ininterrupto,
O ciclo recomeça seu
insulto?
Atirando da cara da nação
Vez que pode se esconder
mais de milhão
Por detrás de um corrupto
eliminado.
Lá na China corrupto é
fuzilado
E a família ainda paga a
munição.
O convívio fraterno, o senso
ativo,
O trabalho, a escola e o
lazer,
O acesso sem culpas ao
prazer
Dão a cura do mal sem
lenitivo.
Enfraquece o ato corruptivo
O poder geral de decisão;
O exercício da participação
Torna o ato letal
esconjurado.
Lá na China corrupto é
fuzilado
E a
família ainda paga a munição.