18.04.06 [7:36] - WSCom (www.wscom.com.br)

Advogado de caseiro pede à Caixa R$ 17,5 milhões de indenização por danos morais

O advogado Wlicio Chaveiro Nascimento, que representa o caseiro Francenildo dos Santos Costa, entrou na Justiça Federal hoje (17) com um processo de danos morais contra a Caixa Econômica Federal. Ele pede uma indenização no valor de R$ 17,5 milhões por causa da quebra do sigilo bancário do seu cliente. Costa é ex-caseiro do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci.

O advogado alega que depois que seu cliente teve o sigilo bancário quebrado e o extrato bancário divulgado na imprensa, esse ato deixou Costa em "situação extremamente constrangedora e vexatória. Inclusive, sendo obrigado a revelar questões de ordem estritamente particular, como a condição de filho concebido de forma extraconjugal", afirma Nascimento em seu parecer.

O advogado também diz no parecer que o direito à individualidade e a imagem moral de seu cliente foram violados, direitos esses garantidos pela Constituição. Por isso, ele baseou o pedido no lucro que o banco obteve no último ano e também no valor gasto pela Caixa Econômica Federal em publicidade para manter uma boa imagem perante a sociedade.
 

Enviem suas sextilhas para sextilhas@cordelonline.com.br


Sextilhas:

O GATO E O GABIRÚ

Marco di Aurélio – João Pessoa –PB

 

Onde você estiver

pode estar acontecendo

uma história igualzinha

como essa que eu tou lendo

é o pau cantando fora

com a fumaça fedendo.

 

Hôme, dê-se ao respeito

sendo uma autoridade

se você já tem uma casa

pra que outra na cidade

se a de casa não lhe presta

pode ser a sua idade.

 

O rato quando se esconde

deixa o rabo aparecendo

o gato de ôi maneiro

fica longe se lambendo

afiando quatro presas

pro bicho que ele tá vendo.

 

Nesse caso o Francilildo

esse gato rabo fino

fez de conta que não viu

mas de longe tava ouvindo

o gabiru do governo

no monturo se bulindo.

 

Intimado e espremido

o gato miou sorrindo

disse ter visto o rato

no monturo se subindo

as horas que demorou

e o que tava consumindo.

 

O gabiru de barbicha

pegou o rabo escondeu

e respondeu pra raposa

quem teve lá não fui eu

esse gato ta é doido

esse fí de zébedeu.

 

Uma hiena noturna

foi num banco no Brasil

abriu por lá uma caixa

logo logo descobriu

que aquele gato safado

tinha não sei quantos mil.

 

O gabiru acuado

fez aquele escarcéu

mandou a hiena dizer

que tinha areia no mel

e o tal de Francinildo

de gato passou a réu.

 

Arrevesáro o rapaz

tiráro o seu sussego

passáro a perna no gato

butáro no mei do rego

trocáro o rabo e o funcin

e o gato virou burrego.

 

Como tudo que assobe

escorrega pra descida

descobriram que a história

foi criada e mal parida

o gabiru foi deposto

e a máscara foi caída.

 

E agora deu no que deu

o país vai recolher

o dinheiro que a raposa

disser que tem a dever

pra sanar essa gastura

e o caso arresolver.

 

Se o gato do rabo fino

sair de lá com os milhões

vai virar um angorá

com o rabo em dois colchões

com as gatas do gabiru

regada com seus cifrões.


Octávio Caúmo Serrano (PB)
 

Nosso amigo Francenildo
Não tem muito nhe-nhe-nhem.
Demonstra que é muito esperto,
Que nunca foi João Ninguém
E quer indenização
Bem alta como convém.

Ficou rondando calado
E de tudo fez registro,
Foi anotando em detalhes
Toda a vida do Ministro
Que jamais imaginou
Ter esse fim  tão sinistro.

Francenildo que é bastardo,
Um tipo muito simplório,
Foi arquitetando o plano;
De caseiro, provisório,
Virou estrela na mídia
Depois do interrogatório.

Hoje ele move um processo
Contra o banco e a revista
Porque, segundo ele alega,
E disse numa entrevista
Ele foi muito ofendido
Esse é o seu ponto de vista.

Se o governo e o ministério
Pudessem prever o fato
Confessavam de primeira
Confirmariam o boato
E hoje estariam rindo
Sem passar por desacato.

Não sei se ele vai ganhar
Ao provocar esse atrito,
Mas é bom para mostrar,
Nesse processo contrito,
Quem fala do que está em baixo
No fim só engole mosquito.


Henrique César Pinheiro (CE)

 

No Brasil se criou moda

Se pedir indenização

Pelos tais danos morais

Para qualquer situação

Não importa o prejuízo

Que se venha dar à Nação

 

Os advogados de hoje

Parecem ave de rapina

Ficam só na espreita

Estão em qualquer esquina

Para enganar o povo

Agem sempre na surdina

 

Quando se prende bandido

Aparece logo um bocado

Querendo tirar o seu

E receber bom trocado

Não importa quem vai soltar

Melhor se for um safado

 

Neste caso do caseiro

Se ele vier a perder

Se cobra a sucumbência

Do advogado pra aprender

Só assim eles deixam

Essa mania de se meter

 

Acho que tudo tem limite

E também tem exceção

Pra que eles não pedem

Uma  grande indenização

Por povo que foi enganado

Pelo tal do mensalão

 

Pra tudo que  foi votado

Se pagou uma comissão

Pra muitos lá do Congresso

Sofreu toda essa Nação

O povo já vem pagando

Até por privatização

 

Se caseiro vier ganhar

Se deve cobrar do Lula

E de seu bando de assecla

Também de quem o bajula

Será que mais uma vez

Querem que o povo engula?

 

Diz lá na  propaganda

Vem pra Caixa você também

Advogado do caseiro

Quer é ganhar um bom vintém

Fez a cabeça do pobre

Nessa vamos nos dar bem


O caseiro do Ministro
Ocase-PB

Há certos casos na vida
Que vale até um registro.
Foi o caso do caseiro,
Do nosso grande Ministro
Que de forma inesperada
Teve um final bem sinistro.

Nós vivemos rastreados
Por um sistema abelhudo.
E o conselho que se dá,
Tenha empregado, contudo,
De preferência que seja
Cego, louco, surdo e mudo!

Por muito sério que o homem
Se comporte nesta vida,
Sempre dá uma escorregada
No caminho da subida,
E só percebe a besteira
Quando começa a descida.

Depois que cai do cavalo
E se esborracha no chão
Vai ver o que é sentir
A dor de uma ingratidão.
Não fica nenhum amigo
Por estender-lhe u'a mão.

O caso do Francenildo,
O caseiro oportunista,
Que agora está travestido
De patriota e de artista,
É coisa muito comum
Esse é o meu ponto de vista.

Basta ver o que acontece
Nas CPIs de Brasília,
Deputados se escondendo
Poupando pai, filho e filha,
Dando seu voto encoberto
Para salvar a quadrilha.

É bom que isso aconteça
Para que nós que aqui fora
Falamos de honestidade
Quando chegar nossa hora
Saibamos nos comportar,
Meus senhores e senhoras.

De resto é tudo comum
Mais que isso, é até vulgar,
Porque quem está lá em cima
Em vez de nos governar
E ajudar o nosso povo
Pensa primeiro em roubar.

A sorte é que existe além
Um poder bem mais perfeito
E que dará sempre o prêmio
A quem vive mais direito
E depois manda pro inferno
Quem não se deu ao respeito.




VOLTAR